Bistrô da Poesia
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Meu Diário
13/05/2010 08h29
A Oração que Gerou Controvérsia
Oração de abertura no senado de Kansas.

 

Talvez queiras ler esta oração que foi feita em Kansas na sessão de inauguração da ‘Kansas House of Representatives.’
Quando solicitaram ao reverendo Joe Wright que fizesse a oração de abertura no Senado de Kansas, todos esperavam uma oração ordinária, mas isto foi o que todo escutaram:

“Senhor, viemos diante de Ti neste dia, para Te pedir perdão e para pedir a tua direção.
Sabemos que a tua Palavra disse: ‘Maldição àqueles que chamam “bem” ao que está “mal“, e é exatamente o que temos feito.
Temos perdido o equilíbrio espiritual e temos mudado os nossos valores.
Temos explorado o pobre e temos chamado a isso “sorte”.
Temos recompensado a preguiça e chamámo-la de “Ajuda Social”.
Temos matado os nossos filhos que ainda não nasceram e temo-lo chamado “a livre escolha”.
Temos abatido os nossos condenados e chamámo-lo de “justiça”.
Temos sido negligentes ao disciplinar os nossos filhos e chamámo-lo “desenvolver a sua auto-estima”.
Temos abusado do poder e temos chamado a isso: “Política”.
Temos cobiçado os bens do nosso vizinho e a isso temo-lo chamado “ter ambição”.
Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com muita grosseria e pornografia e temo-lo chamado “liberdade de expressão”.
Temos ridicularizado os valores establecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e a isto temo-lo chamado de “obsoleto e passado”.
Oh Deus!, olha no profundo dos nossos corações; purifíca-nos e livra-nos dos nossos pecados.
Amém.


……………………

A reação foi imediata.

Um Parlamentar abandonou a sala durante a oração. Três outros criticaram a oração do Padre classificando a oração como “uma mensagem de intolerância”.
.
Durante as seis semanas seguintes, a Igreja ~‘ onde trabalha o sacerdote Wright recebeu mais de 5.000 chamadas telefónicas, das quais só 47 foram desfavoráveis.
Esta Igreja recebe agora petições do mundo inteiro, da Índia, África, Ásia, para que o pároco Wright ore por eles.
O comentarista Paul Harvey difundiu esta oração na sua emissão de rádio ‘ The Rest of the Story ‘, (O Resto da História), e recebeu um acolhimento muito mais favorável por esta emissão, que por qualquer outra.

***

Talvez a verdade doa demais, e ela dói... mas quanta iluminação para falar com tamanha propriedade um montão delas, não é mesmo?

Beijos.

Akasha


Publicado por Akasha De Lioncourt em 13/05/2010 às 08h29
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03/05/2010 12h47
Resposta de Richard Simonetti à Superinteressante
 
 
Resposta de Richard Simonetti à Superinteressante
Que a matéria sobre Chico Xavier na Superinteressante ficou um lixo, isso não há o que negar. Tendenciosa, cheia de falácias e falsos argumentos, baseada em uma abordagem leviana típica dos pseudo-céticos que adubam a internet.
Aqui está a carta aberta que Richard Simonetti escreveu ao editor da revista Superinteressante Sérgio Gwercman.

Sou assinante dessa revista há muitos anos. Sempre a encarei como publicação séria, fonte de informações a oferecer subsídios para meu trabalho como escritor espírita, autor de 49 livros publicados.
Essa concepção caiu por terra ao ler, na edição de abril, infeliz reportagem sobre Francisco Cândido Xavier, pretensiosa e tendenciosa, objetivando, nas entrelinhas, denegrir e desvalorizar o trabalho do grande médium.
Isso pode ser constatado já na seção “Escuta”, com sua assinatura, em que V.S. pretende distinguir respeito de reverência, como se reverência não fosse o respeito profundo por alguém, em face de seus méritos.
Podemos e devemos reverenciar Chico Xavier, não por adesão de uma fé cega, mas pela constatação racional, lúcida, lógica, de que estamos diante de uma personalidade ímpar, que fez mais pelo bem da Humanidade do que mil edições de Superinteressante, uma revista situada como defensora do bom jornalismo, mas que fez aqui o que de pior existe na mídia – a apreciação superficial e tendenciosa a respeito de alguém ou de uma notícia, com todo respeito, como pretende seu editorial, como se fosse possível conciliar o certo com o errado, o boato com a realidade, o achincalhe com o respeito.
Para reflexão da repórter Gisela Blanco e redatores dessa revista que em momento algum aprofundaram o assunto e nem mesmo se deram ao trabalho de ler os principais livros psicografados pelo médium, sempre com abordagem superficial, pretendendo “explicar” o fenômeno Chico Xavier, aqui vão alguns aspectos para sua reflexão e – quem sabe? – um cuidado maior em futuras reportagens.
De onde a repórter tirou essa bobagem de que “toda essa história começou com as cartas dos mortos?”
Se as eliminarmos em nada se perderá a grandeza de Chico Xavier. A história começa bem antes disso, com a publicação, em 1932, do livro Parnaso de Além-Túmulo, quando o médium tinha apenas 22 anos.
A reportagem diz: “Ele dizia que não escolhia os espíritos a quem atenderia, só via fantasmas e ouvia vozes. Mas parecia ser o escolhido por celebridades do céu. Cruz e Souza, Olavo Bilac, Augusto dos Anjos e Castro Alves lhe ditaram versos e prosa.”
Afirmativa maliciosa, sugerindo o pastiche, a técnica de copiar estilo literário. O repórter não se deu ao trabalho de observar que no próprio Parnaso há, nas edições atuais, 58 poetas desencarnados, menos conhecidos e até desconhecidos, como José Duro, Alfredo Nora, Alma Eros, Amadeu, B.Lopes, Batista Cepelos, Luiz Pistarini, Valado Rosa… Poetas do Brasil e de Portugal que se identificam pelo seu estilo, em poesias personalíssimas enriquecidas por valores de espiritualidade.
Não sabe ou preferiu omitir a repórter que Chico psicografou poesias de centenas de poetas desencarnados, ao longo de seus 75 anos de apostolado, na maior parte poetas provincianos, conhecidos apenas nas cidades onde residiam no interior do Brasil. Pesquisadores constatam que esses poemas não são “razoavelmente fiéis ao estilo dos autores”. São totalmente fiéis.
Não tem a mínima noção de que a técnica do pastiche, a imitação de estilo literário, é extremamente difícil, quase impossível. Pastichadores conseguem imitar uma página, uma poesia de alguém, jamais toda uma obra ou as obras de centenas de autores.
Afirma que Chico foi autodidata e leitor voraz durante toda a vida, sempre insinuando o pastiche. Leitor voraz? Passava os dias lendo? Só quem não conhece sua biografia pode falar uma bobagem dessa natureza, já que Chico passava a maior parte de seu tempo atendendo pessoas, psicografando, participando de reuniões e atendendo à atividade profissional. Não conheço um único documentário, uma única foto mostrando Chico lendo “vorazmente”. Ah! Sim! Para a repórter Chico certamente escondia isso.
Fala também que Chico teria 500 livros em sua biblioteca e que “a lista inclui volumes de autores cujo espírito o teria procurado para escrever suas obras póstumas, como Castro Alves e Humberto de Campos”.
E as centenas de poetas e escritores que se manifestaram por seu intermédio. Chico tinha livros deles? E de poetas que sequer publicaram livros?
Quanto a Humberto de Campos, cuja família tentou receber na justiça os direitos autorais pelas obras psicografadas por Chico, o que seria ótimo acontecer, o reconhecimento oficial da manifestação dos Espíritos, esqueceu-se a repórter de informar que Agripino Grieco, o mais famoso crítico literário de seu tempo, recebeu uma mensagem do escritor, de quem era amigo. Reconheceu que o estilo era autenticamente de Humberto de Campos, mas que o fato para ele não tinha explicação, já que, como católico praticante, não admitia a possibilidade de manifestação dos espíritos.
Esqueceu ou ignora que Chico, médium psicógrafo mecânico, recebia duas mensagens simultaneamente, com ambas as mãos sendo usadas por dois espíritos. Desafio Superinteressante a encontrar um prestidigitador capaz de fazer algo semelhante.
Uma pérola de ignorância jornalística está na referência sobre materialização de Espíritos: “seria necessário produzir um total de energia duas vezes maior do que é hoje produzido pela hidroelétrica de Itaipu por ano, segundo os cálculos feitos por especialistas exibidos por reportagens sobre Chico nos anos 70.” Seria superinteressante a repórter ler sobre as pesquisas de Alfred Russel Wallace, Oliver Joseph Lodge, Lord Rayleigh, William James, William Crookes, Ernesto Bozzano, Cesare Lombroso, Alexej Akzacof e muitos outros cientistas respeitáveis que estudaram o fenômeno da materialização e o admitiram. Leia, também, sobre quem eram esses cientistas, para constatar que não agiam levianamente como está na revista.
A repórter reporta-se às reuniões mediúnicas das quais Chico participava como shows que o tornaram famoso e destila seu veneno. Cita o sobrinho de Chico que, dizendo-se médium, confessou que era tudo de sua cabeça, o mesmo acontecendo com o tio. Por que passar essa informação falsa, se o próprio sobrinho de Chico, notoriamente perturbado e alcoólatra, pediu desculpas pela sua mentira? Joga penas ao vento e espera que o leitor as recolha? Omitiu também a informação de que ele confessou que pessoas interessadas em denegrir o médium pagaram-lhe pela acusação.
Eram frequentes nas reuniões a ocorrência de fenômenos como a aspersão de perfumes no ambiente, algo que, deveria saber a repórter, costuma ocorrer com os médiuns de efeitos físicos. No entanto, recusando-se a colher informações mais detalhadas sobre o assunto, limitou-se a dizer que em 1971 um repórter da revista Realidade, José Hamilton Ribeiro, denunciou que viu um dos assessores de Chico Xavier levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar. Sugere que havia mistificação, aliás, uma tônica na reportagem.
Por que não foram consultadas outras pessoas, inclusive centenas que tiveram seus lenços inexplicavelmente encharcados de perfume ou a água que levavam para magnetizar, a exalar também um olor suave e desconhecido que perdurava por muitos dias?
Na questão das cartas, milhares e milhares de cartas de Espíritos que se comunicavam com os familiares, sugere a repórter que assessores de Chico conversavam com as pessoas, anotando informações para dar-lhes autenticidade. Lamentável mentira. E ainda que isso acontecesse, Chico precisaria ser um prodígio para ler rapidamente as informações e inseri-las no contexto de cada mensagem, de cada espírito, mistificando sempre.
E as mensagens dirigidas a pessoas ausentes? E os recados aos presentes? Não eram só mensagens. Eram incontáveis recados. A pessoa aproximava-se de Chico e ele, sem conhecer nada de sua vida, transmitia recados de familiares desencarnados, na condição de um ser interexistente, que vivia simultaneamente a vida física e a espiritual, em contato permanente com os Espíritos.
Lembro o caso de um homem inconformado com a morte de um filho. Ia toda noite deitar-se na sepultura do rapaz, querendo “ficar com ele”. Não contava a ninguém, nem mesmo aos familiares. Em Uberaba recebeu mensagem do filho pedindo-lhe que não fizesse isso, porquanto ele não estava lá.
Durante muitos anos Chico psicografou receituário mediúnico de homeopatia. Perto de 700 receitas numa noite. Ficava horas psicografando. E os medicamentos correspondiam à natureza do mal dos pacientes, sem que o médium deles tivesse o mínimo conhecimento. Na década de 70 tive uma uveíte no olho esquerdo. Compareci à reunião de receituário. Escrevi meu nome e idade numa folha de papel. Não conversei com ninguém. Após a reunião recebi a indicação de dois medicamentos. Tornando a Bauru, onde resido, verifiquei num livro de homeopatia que o dois medicamentos diziam respeito ao meu mal. Curaram-me.
Concebesse a repórter que, como dizia Shakespeare, há mais coisas entre a Terra e o Céu do que concebe nossa vã sabedoria, e não se atreveria a escrever sobre assuntos que desconhece, com o atrevimento da ignorância.
Outras “pérolas” da reportagem:
Oferece “explicações” lamentáveis para o fenômeno Chico Xavier.
Psicose, confundindo mediunidade com anormalidade.
Epilepsia, descarga elétrica que “poderia causar alheamento, sensação de ausência, automatismo psicomotor”, segundo a opinião de um médico. Descreve algo inerente ao processo mediúnico, que não tem nada a ver com desajuste mental, ou imagina-se que o contato com o Espírito comunicante não imponha uma alteração nos circuitos cerebrais, até para que ocorra a manifestação? E porventura o médico consultado sabe de algum paciente que produza textos mediúnicos durante a crise epilética?
Criptomnésia, memórias falsas, lembranças escondidas no subconsciente do médium, ao ouvir informações sobre o morto. Inconscientemente ele “arranjaria” essas informações para forjar a “manifestação”.
Telepatia. Aqui o médium captaria informações da cabeça dos consulentes e as fantasiaria como manifestação do morto. Como dizia Carlos Imbassahy, grande escritor espírita, inconsciente velhaco, porquanto sempre sugere que é um morto quem se manifesta, não ele próprio.
Informa a repórter que “acuado pelas críticas na Pedro Leopoldo de 15 mil habitantes, Chico resolveu fazer as malas e partir para Uberaba, um polo do Espiritismo onde contaria com um apoio de amigos”.
Mentira. Ele deixou Pedro Leopoldo, onde tinha muitos amigos, não por estar “acuado”, mas simplesmente seguindo uma orientação do Mundo Espiritual, em face de tarefas que desenvolveria em Uberaba que, então sim, com sua presença transformou- se em “polo do Espiritismo”.
Na famoso pinga-fogo a que Chico compareceu, em 1971, na TV Tupi, um marco na história das entrevistas televisivas, com uma quase totalidade de audiência, diz a repórter que Chico foi “bombardeado por perguntas. Mas se safou.” Bombardeado? Safou-se? O que foi essa entrevista, um libelo acusatório contra um mistificador? Se a repórter se desse ao trabalho de ver a entrevista toda, o que lhe faria muito bem, verificaria que o clima foi de cordialidade, de elevada espiritualidade, e que em nenhum momento os entrevistadores “bombardearam” Chico. E em nenhum momento ele deixou de responder as perguntas com a sobriedade e lisura de quem não está ali para safar-se, mas para ensinar algo de Espiritismo.
Falando da indústria (?) Chico Xavier, há um box sobre “Dieta do Chico Xavier”, que jamais fora veiculada por Chico. Usaram seu nome. Por que incluí-la nas inverdades sobre o médium, simplesmente para denegrir sua imagem, aqui sugerindo que seria ingênuo a ponto de conceber semelhante bobagem? Se eu divulgar via internet que Superinteressante recomenda o uso de cocô de galinha para deter a queda de cabelos, seria razoável que alguma revista concorrente citasse essa tolice, mencionando a suposta autoria, sem verificação prévia?
Falando dos 200 livros biográficos sobre Chico Xavier, a repórter escreve: “Tem até um de piadas, Rindo e Refletindo com Chico Xavier”. Certamente não leu o livro, porquanto não conhece nem o autor, eu mesmo, Richard Simonetti, nem sabe que não se trata de um livro de piadas, mas um livro de reflexão em torno de ensinamentos bem-humorados do médium.
Não fosse algo tão lamentável, tão séria essa agressão contra a figura respeitável e venerável de Chico Xavier, eu diria que essa reportagem, ela sim, senhor redator, foi uma piada de péssimo gosto!
Doravante porei “de molho” as informações dessa revista, sem o crédito que lhe concedia.
A repórter Gisela Branco esteve em Pedro Leopoldo e Uberaba com o propósito de situar Chico Xavier como figura mitológica. É uma pena! Não teve a sensibilidade nem o discernimento para descobrir o médium Chico Xavier, cuja contribuição em favor do progresso e bem estar dos homens foi tão marcante que, a exemplo do que disse Einstein sobre Mahatma Gandhi, “as gerações futuras terão dificuldade para conceber que um homem assim, em carne e osso, transitou pela Terra.”
E deveria saber que não vemos Chico Xavier como um mártir, conforme sugere. Não morreu pelo Espiritismo. Viveu como espírita. E se algo se aproxima de um martírio em seu apostolado, certamente foi o de suportar tolices e aleivosidades como aquelas presentes na citada reportagem.
 
Finalizando, um ditado Zen para reflexão dos redatores da Super:
O dedo aponta a lua.
O sábio olha a lua.
O tolo olha o dedo.
 
Richard Simonetti

Bauru, 3 de abril de 2010. 

(recebi por e-mail e compartilho)

Confesso-me decepcionada com a citada revista, a quem sempre creditei como séria e imparcial!
 

Publicado por Akasha De Lioncourt em 03/05/2010 às 12h47
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03/05/2010 09h45
Perdoa, mas não esquece? (Adriano Facioli)

“Perdoa, mas não esquece”?

O senso comum muito se abastece da ideia de que o perdão é valioso e deve sempre ser concedido. Há talvez aí, em nossa cultura, uma influência muito grande dos ensinamentos cristãos. O estímulo ao perdão, independentemente do que tenha ocorrido, é amplamente pregado. E a primeira pergunta é: o que é perdoar, o que isso significa?

Porque há perdões e perdões. O perdão de marido e mulher é com certeza diferente de se perdoar ou “perdoar” (entre aspas) o assassino de um filho, por exemplo. No caso de infidelidade, no casamento, o perdão geralmente significa a reconciliação, o restabelecimento das condições anteriores. Perdoar, nesse caso, é voltar a ser o que era. Amigos, por exemplo, se perdoam, de fato, quando voltam a ser amigos e a exibir a mesma empolgação e vigor da amizade, anteriores ao desentendimento.

Na verdade, a grande questão é que o perdão geralmente não é verdadeiro. As pessoas acabam dizendo que perdoaram mais para satisfazer essa pressão social cristã pelo perdão. Perdoar, de verdade, é permitir que tudo volte a ser o que era, como antes. E isso somente é possível se houver compensações. Exemplo: o sujeito perdeu o livro que lhe foi emprestado e tem seu perdão se comprar outro livro igual, repondo-o, compensando seu erro. Porque tudo nessa vida tem seu preço, inclusive amizade e amor. E amor se paga, muitas vezes, com dedicação e fidelidade. E ele rende o quê? Bem estar, proteção, prazer, alegria, sensação de que nossa vida tem sentido.

Outra coisa que se ouve muito, também: “A gente perdoa, mas não esquece”. E isso é perdão completo, perdão de fato? O perdão não pressupõe o esquecimento? Para perdoar não é necessário esquecer? Por outro lado, é possível compreender o que as pessoas estão querendo dizer com isso: “perdoei, voltei com ele (ainda estão juntos, casados, quer dizer), mas não esqueci, ainda tenho mágoas”. Ou seja, restabeleceu o relacionamento anterior, porém ainda carrega mágoas, o ressentimento sobrevive.

E aí mora geralmente um problema frequente: a pessoa diz que perdoou, mas ainda, como se diz popularmente, “joga na cara”, ou então restabeleceu o relacionamento anterior porque não tinha outras alternativas. Vive uma relação de dependência e abuso com quem ama. Vive a ambivalência de modo muito intenso. Diz que perdoou, mas vive indireta ou inconscientemente agredindo o sujeito “perdoado”. E assim, a pergunta: de que vale dizer, da boca pra fora, que perdoou, para depois restabelecer um relacionamento baseado numa série de confusões e mal entendidos? De que vale bancar o redentor para depois viver o inferno? O inferno de simplesmente não saber o que está fazendo e simplesmente se ver como vítima de seus próprios rancores mal resolvidos? Assim se torna crônica uma relação onde o ódio e as mágoas são sempre mascarados com um série de comportamentos que os tornam ainda mais difíceis de serem resolvidos. Em termos psicanalíticos, diríamos que formações reativas e projeções passam a tomar conta do jogo.

Perdoar ou não perdoar? Eis a questão. Se não for de verdade, perdão completo, se for somente um ato baixado por decreto para apaziguar a moral cristã, não vale a pena. Desse modo ficam abertas as portas para muita coisa mal resolvida, para agressões indiretas, por exemplo, as quais se escondem em atos inconscientes e vão, pouco a pouco, minando com o que restou do amor. E um bom indício de que se perdoou de verdade é o sentimento de compensação. Se nos sentimos compensados, seja lá por que motivo, é possível perdoar. Do contrário, estaremos navegando na mentira.
 
ADRIANO FACIOLI

Publicado por Akasha De Lioncourt em 03/05/2010 às 09h45
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28/04/2010 22h06
Blog do Bistrô
O site Bistrô da Poesia ganhou um blog! Gosta de curiosidades, receitas, entrevistas e vídeos? Venha nos conhecer!!

bistrodapoesia.zip.net

Beijos e ótima semana

 
Akasha De Lioncourt

Publicado por Akasha De Lioncourt em 28/04/2010 às 22h06
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22/04/2010 17h27
ROTEIRO PARA A EDUCAÇÃO DA ALMA - Geziel Andrade
ROTEIRO PARA A EDUCAÇÃO DA ALMA

Geziel Andrade

Os Capítulos do livro “Na Educação da Alma”, de autoria do Espírito irmã Maria do Rosário, psicografado pela médium Lúcia Cominatto, e publicado pela Editora EME, de Capivari-SP-, retratam bem os princípios espíritas que norteiam a educação das potências da alma.

Eles inspiraram-nos a compor o roteiro abaixo, apontando as atitudes espirituais e morais que devem sustentar o nosso esforço no aperfeiçoamento e desenvolvimento das faculdades da alma:

1 – CUIDAR DO CORPO, MAS TAMBÉM DA ALMA. Nossa preocupação não deve ser apenas a de cuidar bem do corpo material, que é instrumento de manifestação das faculdades da alma na vida terrena, com vistas ao seu aperfeiçoamento moral e espiritual e à evolução do planeta. Deve ser também a de enriquecer a alma com os tesouros imperecíveis, com vistas à vida futura: “Cuida do corpo, preserva a saúde, resguarda-te de tudo o que possa prejudicá-lo e enfraquecê-lo, libertando-te dos vícios que o agridem, e buscando uma vivência saudável para que ele se fortaleça. Contudo, faze o mesmo com a alma, evitando tudo o que também possa prejudicá-la, alimentando-a com bons pensamentos e sentimentos elevados, de amor e de paz”.

2 – MANTER A LIGAÇÃO COM DEUS, ATRAVÉS DO CULTIVO DO AMOR. Deus está acima de todas as coisas, por ser o Criador de tudo o que existe. Por isso, Jesus nos ensinou a cumprir o mandamento de amor a Deus, permanecendo ligados a Ele: “Cultiva muito amor dentro de ti, para que sintas a presença de Deus na própria vida, nos pensamentos e sentimentos, em tudo o que fizeres ou disseres”. (...) “Deus é amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele”. (João, 4:16).

3 – ALIAR O AMOR À SABEDORIA. Apenas a sabedoria não nos livra dos desastres morais. Por isso, ela deve estar aliada ao amor, compondo nossa bagagem espiritual e permitindo-nos que façamos um bom uso do saber, do conhecimento, da vontade e do livre-arbítrio: “Através do esforço próprio e das experiências nas diversas situações que a vida faz o ser humano percorrer, vai formando a sua bagagem espiritual, isto é, vai conquistando, simbolicamente, as duas asas – amor e sabedoria – que haverão de conduzi-lo para Deus”.

4 – EXERCITAR O AMOR. O amor deve ser praticado em todas as circunstâncias da vida, exteriorizando nobreza espiritual e moral e aprimorando o uso das faculdades da alma: “Deixe que o amor dirija os teus atos, todas as tuas palavras, todos os teus pensamentos e sentimentos para que a luz irradie de tua alma e testemunhe o teu crescimento interior”.

5 - MELHORAR O MUNDO ÍNTIMO. A educação das faculdades intelectuais, morais, mentais, sentimentais, emocionais e sexuais da alma melhora o nosso complexo mundo íntimo e nos leva a praticar o bem de um modo constante: “Concientiza-te da necessidade de melhorar o teu modo de ser, de agir, de pensar e de sentir, a fim de que os teus passos diários te direcionem à prática constante do bem”.

6 - PROMOVER A MELHORA ÍNTIMA, APROVEITANDO AS OPORTUNIDADES QUE SURGEM NO COTIDIANO. A melhora incessante do nosso mundo íntimo deve estar pautada no aproveitamento das oportunidades que surgem diariamente para educarmos as faculdades da alma, aumentarmos os conhecimentos, ganharmos experiências valiosas, adquirirmos habilidades e praticarmos as virtudes melhorando o modo de conviver e relacionar com os semelhantes: “Aproveita as oportunidades que surgem em teus caminhos, fazendo-te melhor a cada dia, corrigindo tuas falhas e reconstruindo o teu viver de um modo mais pleno e com mais lucidez”.

7 – BUSCAR A EVOLUÇÃO DA ALMA, MESMO ENFRENTANDO AS TRIBULAÇÕES DA VIDA. As lutas, as provas, os contratempos e as circunstâncias adversas da vida são oportunidades para conquistarmos as virtudes, educarmos as faculdades da alma e exercitarmos a prática do bem, vencendo as imperfeições morais e obtendo a maturidade espiritual: “A evolução do espírito se faz por meio de lutas, de esforço constante, de superação das dificuldades, mas também de aquisição de virtudes, a fim de que se consiga transformar em bem, o que estaria sendo um mal dentro de nós mesmos”. (...) “De cada adversidade da vida, procura tirar alguma lição. De cada dor que te atinge, de cada problema que enfrentas, de cada contrariedade que surge, algo mais procura aprender. De adversidade em adversidade, irás vencendo as tuas imperfeições para poderes adquirir as virtudes de que ainda careces”.

8 - COLOCAR A FRATERNIDADE EM AÇÃO. A prática da fraternidade revela o amor que temos pelos nossos irmãos de jornada evolutiva, cumprindo o mandamento de amor aos semelhantes: “Tens em ti mesmo, através do próprio corpo, todas as condições necessárias para colocar a fraternidade em ação, sempre que surjam situações em que a indulgência e outras formas de caridade, exigirem de ti demonstrações de afeto e do mais puro amor ao próximo”.

9 – CONSTATAR SE OS ENSINAMENTOS DE JESUS JÁ ESTÃO INCORPORADOS NA ALMA E SENDO PRATICADOS. Através da autoanálise, conseguimos saber se já conseguimos incorporar na alma, vivenciar e praticar adequadamente os ensinamentos religiosos e morais de Jesus: “Analisa-te interiormente, ausculta o mais profundo da tua alma para verificar se já despertaste, interiormente, a fim de que consigas realizar em ti aquela mudança necessária pela vivência constante dos grandes e nobres ensinamentos legados por Jesus, o Mestre do Amor”.

10 - SUSTENTAR A CONSCIÊNCIA EM PAZ. A consciência é a maior dádiva de Deus a nós, seus Filhos. Por isso, ela deve ser mantida em paz, pelo cumprimento das Leis de Deus, pela prática do amor, pelo uso da sabedoria e pela realização do bem ao próximo, garantindo-nos a própria evolução e a verdadeira felicidade: “A verdadeira felicidade reside na paz de consciência, por tudo de bem que se consiga realizar na vida, não só em favor do próximo, mas da própria evolução”.

11 - CONSTRUIR A PRÓPRIA FELICIDADE. A felicidade é conquista de cada alma. Ela deve ser atingida pelo cumprimento dos deveres espirituais e morais e pela aceitação da adversidade como oportunidade para a conquista de maior progresso pessoal: “Constrói dentro de ti a felicidade que desejas alcançar, realizando hoje, com alegria, todos os teus deveres de amor e caridade e aceitando, com serenidade, todas as adversidades que surjam em teu viver”.

12 - PERSISTIR NA CONQUISTA DA EDUCAÇÃO DA ALMA. A educação das faculdades da alma é meta que deve ser atingida sem esmorecimento. Assim, beneficiamos a nós mesmos e ao próximo, obtendo a evolução e a vitória na forma de luz espiritual e paz: “Não desanimes jamais. Estuda, trabalha, procurando agir constantemente, não só em benefício de ti mesmo, daquilo que tentas alcançar, mas estende ao próximo um pouco das tuas aquisições, não apenas no campo material, mas, sobretudo, em amor e entendimento que possam apaziguar os corações em desespero”. (...) “Confia em Deus, ampara-te em Jesus, buscando transformar tua vida, num manancial perene de luz e de paz”.

CONCLUSÃO: Eis ai um roteiro espírita para a educação da alma. Seguindo-o, acumulamos os tesouros espirituais e morais, que nos garantem a prosperidade, a vitória, o bem-estar, a saúde, a alegria e a felicidade, tanto na vida terrena, quanto na vida futura.

gezielandrade-espiritismo.blogspot.com/

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