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16/01/2011 12h40
O PRINCÍPIO 90/10 - Stephen Covey
O PRINCÍPIO 90/10 - Stephen Covey 


Que princípio é este? Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você. O que isto quer dizer? Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho. 
Mas, você é quem determinará os outros 90%. Como? Com sua reação. 
Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho.
Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação. Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal.
Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. 
Sua esposa vai pro trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 min. de atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu de sua maleta... 
Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso pro dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, silêncio e frias com você. Por quê? 
Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.
Pense: por quê seu dia foi péssimo? A) por causa do café? 
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito? 
E) por sua causa? A resposta correta é a E: por sua causa.
Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim. O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, Gentilmente: 
"está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado". Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão. 
Notou a diferença?
Duas situações iguais, que terminam muito diferente. Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.
Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10. 
Se alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.
Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito? Você fica transtornado? Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que acontece se você perder o emprego? Por quê perder o sono e ficar tão chateado? Isto não funcionará. 
Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho. Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia. Por quê manifestar frustração com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada. 
Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas. 
Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o. Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo. Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena, sofrimentos, problemas e dores de cabeça. Todos devemos conhecer e praticar este Princípio. Pode mudar a sua vida!

Mais sobre: 
O PRINCÍPIO 90/10 PARA UM DIA MAIS FELIZ

Recebi por e-mail... adorei compartilhar.

Akasha



Publicado por Akasha De Lioncourt em 16/01/2011 às 12h40
Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
14/01/2011 19h27
Verdades sobre homens e mulheres
Recebi por e-mail... adorei


1-APELIDOS
- Se Adriana, Silvana, Débora e Luciana vão almoçar juntas, elas chamarão umas às outras de Dri, Sil, Dé e Lu.
- Se Leandro, Carlos, Roberto e João saem juntos, eles afetuosamente, se referirão uns aos outros como Gordo, Cabeção, Rato e Negão.
2-COMENDO FORA
- Quando a conta chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$ 20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá trocado e logo o troco será convertido em saideiras.
- Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa, quando não terminam as contas contando nos dedos.
3-FILMES
- A idéia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoa morre bem devagarzinho, de preferência por amor.
- Um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morre bem depressa, se possível com balas de metralhadora ou em grandes explosões.
4-DINHEIRO
- Um homem pagará R$ 2,00 por um item que vale R$ 1,00, mas que ele precisa.
- Uma mulher pagará R$ 10,00 por um item que vale R$ 2,00, mas que ela não precisa.
5-BANHEIROS
- Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dentes, pente, espuma de barbear, barbeador, sabonete e uma toalha. Talvez um perfume.
- A quantidade média de itens em um banheiro feminino é de 756. E um homem não consegue identificar a maioria deles. Nem elas.
6-DISCUSSÕES
- Uma mulher tem a última palavra em qualquer discussão.
- Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso, já é o começo de uma outra discussão.
7-FUTURO
-Uma mulher se preocupa com o futuro até conseguir um marido.
- Um homem nunca se preocupa com o futuro até que consiga uma esposa.
8-MUDANÇAS
- Uma mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não muda.
- Um homem casa-se com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda.
9-DIVIDINDO
- Uma mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com um completo estranho que lhe dê atenção.
- Um homem só dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos quando questionado por um advogado artimanhoso, sob juramento, e mesmo assim, apenas quando isso puder diminuir a sua pena.
10-AMIZADE
- A mulher encontra com outra na rua: “Nossa como você tá linda!!!”. Quando viram as costas, vêm o comentário : “Nossa como ela tá gorda!”
- Um homem encontra com outro na rua: “Fala seu gordo-careca-corno!!!”. Quando viram as costas vem o comentário: “Pô, esse cara é gente fina! Um amigão”.


Publicado por Akasha De Lioncourt em 14/01/2011 às 19h27
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29/12/2010 15h28
Sem essa... Feliz Ano Novo
Sem essa de Feliz Ano Novo.
Pois não vai haver nada de novo, se você não construiu nada.
A vida não pára para recomeçar mais adiante, melhor e mais leve.
A barra de viver continua e as obras iniciadas este ano, terão continuidade no próximo.
Por isso, não quero lhe desejar Feliz Ano Novo.
Quero sim, é que você tenha forças para continuar o que começou.
E para iniciar novos projetos.
Quero que você lute pelo que achar certo sem importar-se com o que os outros possam pensar.
Que você tenha a liberdade de escolher o que é melhor para você.
E que nunca se esqueça que tem amigos, pessoas que estão aí para o que der e vier.
Que você consiga alcançar seus objetivos sem precisar ferir ninguém ou criar inimizades.
E que se lembre que torço por você.
Não é um desejo para o ano novo.
É para sempre!"

                        (autor desconhecido)


Recebi por e-mail de uma pessoa muito especial e pesquisando não consegui ainda localizar o autor, se alguém souber, por favor avise-me para dar o devido crédito!

Beijos,

Akasha



Publicado por Akasha De Lioncourt em 29/12/2010 às 15h28
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20/11/2010 23h20
Micos da Ortografia
Micos de grafia
EQUÍVOCO CORREÇÃO
Advinhar Adivinhar
Ascenção Ascensão
Apropiado Apropriado
Beneficiente Beneficente
Distoar Destoar
Excessão Exceção
Encapuçado Encapuzado
Frustado Frustrado
Flagrância Fragrância
Impecilho Empecilho
Paralizar Paralisar
Pertubar Perturbar
Previlégio Privilégio
Xuxu Chuchu
 
Micos de concordância e regência
O PROBLEMA O EQUÍVOCO A CORREÇÃO A EXPLICAÇÃO
Fazer "Fazem" dez meses. "Faz" dez meses. Se "fazer"exprime tempo, é impessoal.
Haver "Houveram" muitos fatos. "Houve" muitos fatos. "Haver", no sentido de "existir", é invariável.
Ver/vir Se eu "ver" você por aí... Se eu "vir" você por aí... A conjugação é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver.
Existir "Existe" muitas crianças. "Existem" muitas crianças. "Existir", "bastar", "faltar", "restar" e "sobrar" admitem normalmente o plural.
Mim/eu Para "mim" fazer. Para "eu" fazer. "Mim" não faz, porque não pode ser sujeito.
Entre Entre "eu" e você. Entre "mim" e você. Depois de preposição, usa-se "mim" ou "ti".
Redundância com "haver" "Há" dez anos "atrás". "Há" dez anos / Dez anos "atrás". "Há" e "atrás" indicam passado na frase.
Preferir Preferia ir "do que" ficar. Preferia ir "a" ficar. Prefere-se uma coisa a outra.
Chegar + preposição Chegou "em" São Paulo. Chegou "a" São Paulo. Verbos de movimento exigem "a", e não "em"
Chegar + Haver Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Chegou "há" duas horas e partirá daqui "a " cinco minutos. "Há" indica passado e equivale a "faz", enquanto "a" exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz).
Manter Se ele "manter" o acordo, teremos otimos resultados. Se ele mantiver o acordo, teremos otimos resultados. A conjugação é: Se eu/ele mantiver
Propor Quando eles "proporem" o valor... Quando eles propuserem o valor... A conjugação é: Se eu propuser etc.
Implicar Implicou "em" três etapas. Implicou três etapas. No caso, "implicar" rejeita preposição.
Meio Ela era meia louca. Ela era meio louca. "Meio", advérbio, não varia.
 
Micos da semelhança
PROBLEMA EXPLICAÇÃO
DE ENCONTRO A 

AO ENCONTRO DE
e encontro a = Contra. 
Ao encontro de = Na direção de; 
De acordo com.
AO INVÉS DE 

EM VEZ DE
Ao invés de = Ao contrário 
Em vez de = Em lugar de
DESCRIÇÃO x DISCRIÇÃO Descrição = Ato de detalhar como algo é ou foi.
Discrição = Qualidade de discreto, 
recatado e sensato
ESTADA X ESTADIA Estada = Ato de permanecer.
Estadia = Estada por tempo limitado.
ONDE X AONDE "Onde" = Em que lugar
"Aonde" = Para onde.

 
Micos que viram vício
  • Ambiguidade - Quando o sentido não fica claro, com enunciado com mais de um sentido: "O pai o filho adora" (quem adora quem?)
  • Cacofonia - Sequência de palavras que provoca som de uma expressão ridícula ou obscena: "Por razões de segurança". "Por cada etapa, ganharemos muito".
  • Plebeísmo - Uso de termos que demonstram falta de instrução ou variedade vocabular: "tipo assim", "a nível de", "meio que", "enfim" (como interjeição), gerundismo ("vou estar planejando").
  • Tautologia - Repetição desnecessária de ideia ou termo já enunciado: "critério pessoal", "encarar de frente", "planejar antecipadamente", "criar novos empregos", "acabamento final".
 
Micos sintáticos
OCORRÊNCIA O PROBLEMA
Viajar anexo Usado no sentido de viajar "ao lado de alguém".
Nunca "lhe" vi. O pronome lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: nunca o vi / não o convidei / a mulher o deixou / ela o ama.
"Aconteceu" muitos casos de reclamação de clientes. "Segue" os documentos necessários para o cadastro. "Fica" estabelecido as seguintes alterações. Na fala, o verbo anteposto ao sujeito nem sempre é assinalado. Por escrito, pega mal não fazer a concordância. Por isso: Aconteceram muitos casos... Seguem os documentos... Ficam estabelecidas 
as seguintes alterações.
 
Micos do lugar-comum
Agenda positiva (Exame de um problema ou tentativa de acordo, em geral político, com base nos aspectos positivos da questão para os interessados.)
Agregar valor (Expressão vaga; algo como "juntar benefícios" - acabamento ou algo mais - a bem primário ou semiprimário.)
Aterrissar (Papéis e contratos na mesa). Tolice exagerada.
Atingir em cheio (Conseguir o objetivo plenamente, atingir o alvo, se concreto.)
Como um todo (O nome da coisa já é a coisa toda.)
Consumidor final (E o consumidor medial ou inicial?)
Continuar ainda (Por que o "ainda"?)
De braços cruzados (Em greve. Raras notícias sobre greve deixam de registrar, cansativamente, que os trabalhadores estão "de braços cruzados".)
Detalhe importante e pequeno detalhe (Contradição: detalhe é insignificância; e redundância: detalhe já é pequeno.)
Em função de (Por causa de.)
Fazer uma colocação (Apartear, falar, perguntar, interpelar, discordar).
Sofrer (No sentido de "receber" e sinônimos: Sofrer aumento, sofrer manutenção, sofrer cuidados. Ninguém "sofre" tais coisas).
 

Publicado por Akasha De Lioncourt em 20/11/2010 às 23h20
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19/10/2010 17h35
Dilma x Serra, uma análise sem sectarismo
Recebi por e-mail e estou repassando com o recado inclusive:



Prezado Raymundo.
Parabéns pela bela análise isenta e por distribuí-la, no intuito de nos mostrar que a Neutralidade não pode existir.
Lutamos muito para conseguir esse Direito de Voto.
Nada na Natureza é igual, portanto escolhamos. E aí estão os fatos comparativos, sem picuínhas, ofensas ou jogo baixo que temos visto ultimamente.
Repasso, com orgulho.
Cesar Porto


Tentando um análise sem sectarismo da opção DILMA x SERRA
 
Em primeiro lugar devemos saudar o Brasil pela opção. São duas pessoas corretas, preparadas, com histórico de dedicação à causa pública. Como escolher entre elas, que critério adotar? Apresento a seguir a linha que adotei para justificar minha escolha.


Pessoas corretas
Por mais que tenha caído o nível das colocações nesta campanha, das mais caluniosas de que me recordo, não há acusações à honestidade dos dois, no máximo havendo ataques a auxiliares dos dois, fato de que ninguém está livre, tanto que há acusações, neste sentido, a ambos.


Pessoas preparadas
Serra foi para o exílio no Chile, onde estudou e lecionou economia, com livros publicados, tornando-se um economista respeitado. De volta ao Brasil, foi deputado constituinte com desempenho destacado, além de ter sido eleito senador, posição da qual se afastou para assumir o Ministério do Planejamento e, posteriormente, o da Saúde nos governos do Fernando Henrique, sempre com competência reconhecida. Posteriormente foi Prefeito da Cidade de São Paulo e, por seus méritos, foi eleito Governador do Estado, com desempenho de muita competência.
Dilma, ainda jovem,  foi a primeira mulher a assumir a secretaria de finanças da Prefeitura de Porto Alegre, governo Collares, tendo posteriormente, por seus méritos, assumido a Secretaria Estadual de Minas e Energia do Estado do Rio Grande do Sul. Participou da elaboração do Programa de Energia das Campanhas do Lula e, uma vez eleito, ele a chamou para ser a primeira mulher Ministro de Minas e Energia e Presidente do Conselho da Petrobras, passando a frente de diversos PhDs que ajudaram a fazer o Programa de Governo. Seu desempenho foi tal que, quando a crise no primeiro governo levou ao afastamento do Dirceu, ela é chamada para a Chefia da Casa Civil e coordenadora de todos os Ministérios, com desempenho excelente e uma das razões do sucesso do atual governo. Basta comparar o governo Lula sem Dilma na Casa Civil com o Governo Lula com Dilma que logo sobressaem sua competência e preparo.
São, portanto, duas pessoas preparadas para assumirem a Presidência da República.


Dedicação à causa pública
Serra, desde jovem, se torna líder estudantil e daí, por sua competência, Presidente da UNE. Com o golpe militar é obrigado a se exilar, indo para o Chile. De volta ao Brasil, mantem-se na vida pública, com diversos mandatos, não se limitando simplesmente a uma vida universitária.
Dilma, jovem ainda, se integra à resistência clandestina na luta contra a ditadura, sendo presa, barbaramente torturada e com exemplar comportamento, preserva a vida dos companheiros de luta. Com a democracia, mantem-se ligada à esquerda, assumindo importantes cargos na vida pública, como citado acima.
São, portanto, duas pessoas dedicadas à causa pública.


Denúncias de corrupção
Considero a questão da corrupção gravíssima. Ela tem acompanhado nossa política há séculos. Denúncia de corrupção tem acompanhado todos os governos de que me lembro.
Por minha idade, lembro-me do chamado “mar de lama”, expressão que o Carlos Lacerda, líder da direita e do golpe de 64, usava contra Getúlio Vargas. Acusações semelhantes foram usadas contra Juscelino. O Golpe de 64 martelava que tinha vindo para combater a corrupção e o comunismo. No bojo dessa bandeira, muita gente ficou rica. Portanto, tenho receio do uso simplista da denúncia de corrupção, pois serve para esconder escândalos maiores. Lembro-me de um grande amigo, conservador inclusive, que dizia que essa bandeira frequentemente era usada para combater a corrupção no varejo, enquanto esquecia-se da corrupção no atacado.
Devemos condenar a corrupção grande ou pequena, mas não devemos desviar a atenção de grandes questões no denuncismo sem bases, por mais simpática que seja, à população, a acusação escandalosa.
No caso desta eleição, há denúncias de corrupção em todos os últimos governos, seja no de FHC (denúncia de compra de votos para a reeleição, entre outras) seja no de Lula ( o mensalão, entre outros). Não creio que tenha havido mais corrupção no Governo Lula. Houve, sim, mais exposição de fatos, mais transparência, o que é muito bom. Houve também, toda uma grande imprensa, contra Lula, que buscava encontrar, e muitas vezes encontrava, irregularidade de maior ou menor monta e dava a eles expressão suficiente, buscando enfraquecer o governo Lula.
Portanto, não considero que a escolha se deva fazer simplesmente pelo nível de corrupção, até porque cada lado mostrará que houve mais no outro governo. Essa discussão tende a despolitizar a decisão de cada um.


Política de Alianças
É comum que a escolha se dê em função de quem apoia quem. Aí também é difícil a escolha. Na primeira campanha de Serra, seu vice era do PMDB, hoje, o vice de Lula é do PMDB. Dilma é apoiada por Sarney e Collor ao passo que Serra é apoiado João Agripino e Cesar Maia. Hoje o PMDB está com Lula, enquanto o PFL (DEM) está com Serra. Renan Calheiros está com Lula e Roberto Jefferson está com Serra. Essas alianças são fruto da falta de nitidez ideológica em nossos partidos. Na verdade, todos gostariam de ter o PMDB como vice, pela estrutura capilar do PMDB em todo o país.


Como escolher
Em primeiro lugar, não sou psicanalista, não sou amigo pessoal de nenhum dos dois candidatos, não os estou convidando para tomar chopp nem jantar na minha casa. Quero escolher o melhor para ser Presidente do Brasil.
Neste ponto fico com o clássico que afirma: “ você é você e suas circunstâncias”.
Dilma é Dilma e suas circunstâncias. Serra é Serra e suas circunstâncias.
É preciso olhar e ver o que envolve cada candidatura, politicamente; olhar as circunstâncias de cada candidatura.
Em torno de Serra, com peso em sua campanha, vejo Paulo Renato, que foi horrível para as universidades públicas brasileiras; vejo Alkmin, ligado ao setor mais reacionário e conservador da igreja; vejo o PFL (DEM) que representa o que há de pior nos velhos caciques políticos brasileiros. Vejo, também, bons quadros como Marcello Cerqueira, antigo advogado de presos políticos; Luiz Henrique, ex-governador de Santa Catarina, um dos bons nomes do PMDB, que se afastaram pelo sectarismo do PT local, entre outros.
Em torno de Dilma, vejo José Dirceu, que decepcionou profundamente, depois de ter sido uma esperança; vejo Pallocci e Meireles que, elogiados pelos conservadores, mantiveram uma política de juros altos, que concentra a riqueza e ameaça desindustrializar nosso país; vejo o PMDB que sem ser um PFL, tem também muitos quadros do velho caciquismo político. Vejo, também, excelentes quadros como Leonardo Boff; Hermann Baeta, ex-presidente da Ordem dos Advogados; Eduardo Campos, reeleito Governador de Pernambuco; Tarso Genro, novo Governador do Rio Grande do Sul, entre outros.
Olhando esse quadro, preciso escolher, tendo clareza de que não escolho entre os puros e os impuros, entre os bons e os maus. Minha escolha se baseará na visão política que tenho dos rumos que cada um deve impor ao Brasil.
Vou pegar três pontos emblemáticos para mostrar a construção de minha decisão.


Política Externa
Talvez seja dos pontos mais polêmicos do Governo Lula e por isso vou começar por ele.
Neste governo Lula, o Brasil fortaleceu seus laços com a América Latina, a África e os países em desenvolvimento, como a China, Índia e mesmo a Rússia.
O fortalecimento do G20, no lugar do G8, incluindo países em desenvolvimento é trabalho do Brasil. A Alca representava a ameaça, para o Brasil entre outros, de nossa desindustrialização, a exemplo do que ocorrera com o México, a partir da Nafta. O enterro da Alca foi trabalho do governo brasileiro. Os governos progressistas da América Latina têm encontrado no governo Lula forte apoio, buscando construir relações novas, evitando os perigos de um neocolonialismo. Por trás dessa postura há um grande diplomata brasileiro, Samuel Pinheiro Guimarães, que no governo FHC esteve no ostracismo.
Sem dúvida houve grandes avanços em nossa política externa, com a conquista de novos mercados, reduzindo a dependência comercial com os EUA, ampliando as relações com a China e muito mais. As posturas do Brasil, tentando ser um elemento importante na luta pela Paz devem também ser enfatizadas, por mais que isso irrite os que bajulam as posturas imperialistas dos EUA.


Petrobrás
Houve, sem dúvida, um grande fortalecimento de nossa maior e mais querida empresa, nestes governos Lula. É inegável que nos governos FHC se tentou, sem êxito, iniciar um processo de privatização da Petrobrás. A tentativa de mudar o nome para Petrobrax foi algo simbólico no rompimento da mística da empresa; fracassou pela resistência da população.
Nos leilões das novas áreas, instituídos nos governos FHC e, infelizmente, mantidos nos governos Lulas, o Brasil oferecia aos vencedores dos leilões a propriedade do petróleo achado. Isso mesmo, quem achasse petróleo seria dono dele. Muitos desses leilões se davam em áreas já estudadas pela Petrobrás, reduzindo os riscos da exploração. Pela iminência da crise do petróleo, as grandes empresas estão sedentas de novas áreas, novas reservas. A Petrobras, nos governos FHC, estava reduzindo sua participação nesses leilões, enquanto as multinacionais do setor aqui desembocavam com carga total. Isso representava o enfraquecimento da Petrobrás e sua preparação para ser privatizada. Esse fato é amplamente conhecido na área, sendo muito mais importante que eventuais declarações de desejo de privatizar ou não. A vitória de Serra e suas circunstâncias reavivará essa política dos governos FHC. Em risco a Petrobras.


Telecomunicações
Tem sido alardeado, diariamente, que os celulares são fruto das privatizações dos governos FHC. Não tivesse havido as privatizações e o Brasil estaria usando os caríssimos telefones fixos, de triste memória.
Nada mais longe da verdade!!! Os celulares explodiram no mundo todo. Hoje, sem qualquer FHC, há celulares em Uganda, Moçambique, China, Índia, Equador, Bolívia, África do Sul, Egito, Nigéria ...
Os celulares são resultado dos enormes avanços tecnológicos na área da microeletrônica. Aí estão os microcomputadores, as agenda eletrônicas, a Internet, os telefones celulares, entre tantos outros novos produtos que surgem a cada dia. Espero que eles não sejam apresentados como resultado das privatizações dos governos FHC.
Não cabe historiar todo um processo, mas antes das privatizações, as telefônicas públicas ficaram impedidas de investirem. A elas eram negados financiamentos ou mesmo liberdade de ação, com o objetivo claro de enfraquecê-las, a exemplo do que se tentava, sem êxito, na Petrobras.
Que se privatizassem as celulares nas pontas, não haveria problema, isso não seria estratégico para o Brasil. A companhia celular de São João de Deus me Livre poderia ser privada, mas nunca a Embratel que representava a espinha dorsal do sistema de telecomunicações e possuía os satélites que eram fundamentais para o Brasil, visto globalmente.
Foi-se tudo e o Brasil passou a ter um CPqD de Campinas desmotivado, enfraquecido, as tecnologias vindo de fora e nos tornando usuários de caixa preta.
Na área de petróleo foi o oposto, pois o CENPES, da Petrobras, é motivo de admiração em todo o mundo pela vanguarda tecnológica que representa. Nas telecomunicações perdemos essa batalha, fruto de uma privatização sem critério, fruto da falta de uma visão estratégica para o Brasil, como tem a Petrobrás.


Conclusões
Longe de mim, pretender fazer uma análise neutra; não há neutralidade na política. Sempre carregamos nossa visão de vida, nossas histórias.
Poderia terminar citando outros exemplos pouco apresentados, como os investimentos dos governos Lula nas universidades públicas, abandonadas pelos governos FHC. Nas áreas de ensino técnico, creio que estão sendo mostradas, e bem, as conquistas atuais.
Essas são algumas das razões para eu ver uma distinção nítida entre as propostas e as possibilidades de avanços, independente do estudo do caráter dos candidatos, que me parecem, ambos, pessoas sérias e com boas intenções.
Escolho Dilma, por ela, pelo histórico dos governos e pelas condições que a cercam.
Por tudo isso, voto na DILMA.


E eu também...

Akasha


Publicado por Akasha De Lioncourt em 19/10/2010 às 17h35
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