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Textos


Razão & Sensibilidade

 

 

Alguns dias atrás eu assisti a uma palestra fantástica em que uma  excelente profissional na área de administração de empresa, marketing e propaganda nos mostrava caminhos para acompanharmos as mudanças tão rápidas que o mundo está sofrendo hoje.  Claro que cada trecho da preleção teve um enorme grau de importância, mas houve um momento que me levou a começar a escrever isso. Foi quando ela falou sobre mudança pessoal e o que era necessário para que isso acontecesse.

 

Já parou para pensar o quanto é doloroso mudar alguma coisa que está arraigada no nosso mais profundo Eu? Uma convicção, um conceito, um preconceito... Enfim, é sempre muito difícil promover uma mudança que seja definitiva e inovadora. Mudanças não são agradáveis, elas nos tiram da nossa “zona de conforto” e nos lançam num universo desconhecido cujo teor nós não sabemos se conseguiremos decifrar. Nesse momento é hora de nos perguntarmos o que é preciso fazer para que a mudança seja verdadeira e definitiva.

 

Aí entra novamente mais um ensinamento recebido na preleção já citada: sonhos! Um dos caminhos é resgatarmos nossos sonhos, aqueles que ficaram lá no fundo do nosso consciente ainda que não nos lembremos dele a todo momento. Decidi começar a resgatar em pensamento os sonhos que não realizei... Desde a infância. Foi muito interessante.

 

Sempre sonhei em ter uma bicicleta cor de rosa, com cestinha branca aonde eu colocaria margaridas e girassóis para passear com a minha bonequinha... Eu tinha uns seis anos quando esse sonho surgiu mais forte. Infelizmente meus pais tinham medo de que eu sofresse outro acidente perigoso envolvendo veículos e eu nunca ganhei minha bicicleta e nunca aprendi a andar nelas também. Ainda há tempo para isso? Claro, eu ainda posso aprender a andar de bicicleta, afinal, venci meu medo de dirigir e passeio pra lá e pra cá motorizada.

 

Sonhei também em ser engenheira química e trabalhar com pesquisas que salvariam o mundo. Eu já tinha uns oito anos. Cheguei a cursar engenharia aos dezessete e desisti aos vinte e um para cursar direito. Apesar de amar matemática e química não conseguia me entender com a física... Invejo Einstein até hoje. Havia também outras questões envolvidas e acabei abrindo mão e hoje não me arrependo disso.

 

Ainda é desta época o meu sonho de ser mãe... Comecei cedo, não é mesmo? Pois é, acho que isso sempre esteve arraigado em mim e não era nem um pouco econômica: já era mãe de gêmeos para não ter qualquer dúvida. Esse sonho é algo que hoje tornou-se possível e eu pretendo realizá-lo. E, esse sonho trás outros sonhos à baila: para poder criá-los com conforto eu preciso ser independente financeiramente, emocionalmente e principalmente ter muita consciência de quem eu sou e do que não quero transmitir a eles. Lendo um livro hoje, um trecho me chamou tanto a atenção que parecia ter sido escrito pra mim. A autora dizia que nós nos tornamos seres incompletos porque não temos a exata noção do quanto somos parte de Deus e do quanto Ele é parte de nós. Ficamos tão presos ao que nos ensinaram que deveríamos fazer que não nos atentamos para o que gostaríamos de fazer. Aí surgem os conflitos pois enquanto tentamos agradar aos outros sem prestarmos atenção ao que nos agrada, jamais mudaremos nosso relacionamento com a vida.

 

É preciso ser egoísta às vezes e dar prioridade às nossas necessidades, ainda que elas não venham de encontro com as necessidades alheias. Só assim interagimos com o Todo e esse momento é único e nos faz sentir o quanto é possível viver mais plenos sem tantos medos, culpas, erros e acertos. Quando nos inteiramos e passamos a fazer parte Dele, extinguidos os créditos, os deveres, restando a unidade com Deus em todas as suas manifestações.

 

Não vou abrir mão dos meus sonhos, não vou permitir que as dificuldades me impeçam de caminhar... Posso ser obrigada a utilizar caminhos mais longos o que não me impedirá jamais de chegar aonde eu desejo. EU Sou a filha do meu Pai e assim como Ele vivo em comunhão com o amor infindável que Ele sente por mim em todos os momentos. Ele não deseja que eu me anule para a alegria alheia e sim que eu vença meus obstáculos para que possa usufruir desse amor infinito com plenitude, sem culpas e sem medos. Sei que não posso modificar o que já fiz, o que deixei de fazer, as oportunidades que perdi mas posso e devo reescrever meu caminho daqui em diante, pois sou cem por cento responsável por tudo o que me acontece e não estou sozinha, tenho o melhor dos Aliados, um Pai amoroso e bom que nada pede de mim além do meu amor.

 

Não sei direito ainda o que preciso fazer, mas já sei por onde não devo ir... é um bom começo, não acham?

 

(02/02/2008 – 02:39 h)

 

 

P.S.: o trecho a que me refiro é do livro O Vôo da Gaivota, narrativa espiritual de Patrícia, página 141 e 142, quando um freqüentador do Centro Espírita pergunta ao pai dela sobre o motivo de tantos conflitos que ele vivencia.

P.S.2: A palestra a que me refiro realmente acresceu muito em todos os sentidos e aconselho às pessoas que se preparem para o novo... ele está acontecendo a todo momento e quando vemos o estrago que nossa "cegueira emocional" nos causa, nem sempre é possível continuar sem conviver com seqüelas que poderiam ter sido evitadas.

Akasha De Lioncourt
Enviado por Akasha De Lioncourt em 02/02/2008
Alterado em 02/02/2008
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