Bistrô da Poesia
Deguste... poesia é o alimento da alma!!!
CapaCapa Meu DiárioMeu Diário TextosTextos ÁudiosÁudios E-booksE-books FotosFotos PerfilPerfil Livros à VendaLivros à Venda PrêmiosPrêmios Livro de VisitasLivro de Visitas ContatoContato LinksLinks
Textos



Mensagem pra você

 

O coração pulsava forte, quase saía do peito. Ela sabia que suas ações gerariam consequências. Talvez mais sérias e definitivas do que ela poderia lidar.

Ao entregar aquele convite, que continha uma informação adicional ao destinatário, toda a sua infância passou por seus olhos, como um filme projetado na parede. Os anos de cumplicidade, amizade sincera, em que puderam se conhecer mais profundamente do que qualquer casal jamais sonharia. Afinal, amigos não têm segredos ou mistérios, e é possível conhecer muito mais do que a um namorado. E foi exatamente por isso que o amor chegou sem ser percebido. Ele se instalou e não deu sinais visíveis, permitindo que ambos seguissem caminhos distintos.

Aos poucos, ele começou a mostrar seus sinais e trouxe angústia e sofrimento; afinal, ele estava tão próximo e, ao mesmo tempo, tão distante. Seu coração batia desenfreadamente quando a memória trazia de volta os momentos felizes. E agora? Como consertar esta situação?

Simples, num cantinho rabiscado, no verso do papel tão lindo com letras douradas e perfeitas, a mais bela e sincera declaração de amor. Ela o amava, e outro a levaria ao altar.

Não! Ele não permitiria! A certeza de que não amava sozinho trouxe uma coragem jamais experimentava... correu por todas as ruas que o levariam até à janela de sua amada. Viu as luzes acesas... um vulto que andava em círculos pelo cômodo... a pedrinha... a janela... quantas vezes a chamou assim para que pudessem fugir sem serem notados... valeria a pena tentar mais uma vez.

A janela se abre... e um par de olhos incrédulos o fitam longamente... ela sabia que seria a última vez que saltaria por aquela janela... seus olhos vislumbram cenas do passado, quando viveu os momentos mais felizes, e decidiu que valia a pena tentar...

No quarto vazio, apenas o vestido, que cobria um manequim sem vida... soprado pelo vento que invadia a janela aberta... e o pedaço de papel, fixado com um alfinete, cinco palavras soltas: “é, eu preciso saber viver”... Para ela bastava.


08 de março de 2018.
Akasha De Lioncourt
Enviado por Akasha De Lioncourt em 08/03/2018
Alterado em 18/03/2018

Música: Eu Preciso de Você - Bethânia

Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários