Bistrô da Poesia
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Textos


A Caridade e o Amor-Próprio
 
 
         Sempre nos preocupamos em viver a vida de forma tão intensa sem nos lembrarmos de que ela é efêmera. Um tênue fio de prata que nos separa da transição da morte. Fino, delicado, nos mostra o quão somos frágeis diante do inevitável destino que é o de todos nós. E vivemos a vida com tantas preocupações que não paramos sequer para definir o que é realmente prioridade nessa nossa experiência evolutiva.
 
         Procuramos praticar a caridade como princípio básico para o engrandecimento da alma e nos esquecemos das máximas “a caridade começa em casa” e “amai a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”. Qual é a nossa primeira casa? Seria a casa de nossos pais? Não... a primeira casa que conhecemos é o corpo que habitamos... Sim, esse invólucro carnal que nos é dado em forma de empréstimo para que cuidemos dele e façamos bom uso de suas habilidades para que a essência possa evoluir. E como nos esquecemos de cuidar desse corpo!!! Nos entregamos aos vícios físicos e morais, como fumar, beber, comer em demasia, passar noites e noites sem dormir, vivendo de forma sedentária, mantendo-o distante de atividades físicas que tonificam e dão mais disposição para curtirmos nosso dia-a-dia. Passamos tempo demais dando importância a coisas menores e nos esquecemos de que nossa primeira obrigação é conosco mesmos. E talvez isso aconteça justamente porque deixamos de cultivar o amor próprio como ele deve ser cultivado. Passamos a vida inteira procurando o amor sem nos voltarmos para dentro de nós mesmos, cultivando-o internamente, sentindo-o em toda a sua plenitude pela pessoa que enxergamos todas as vezes em que nos olhamos no espelho. Essa prática é tão importante que se todos nós nos lembrássemos de que só podemos doar aquilo que nos é abundante, entenderíamos porque confundimos amor com carência, obsessão e possessividade.
 
         Quando amamos a pessoinha que habita nosso corpo, sem restrições, sem qualquer dúvida, um amor incondicional que nada cobra a não ser que sejamos felizes e façamos dessa nossa existência a melhor possível para nós mesmos e para quem aprendermos a amar no decorrer da nossa vida, conseguimos nos esquivar dos males do século que assolam a grande maioria das pessoas: o stress, as cardiopatias, o câncer, a depressão, a síndrome do transtorno bipolar e tantos outros males que nos impedem de evoluirmos com sensatez e veracidade. Respeitar a si mesmo, com todas as limitações, imperfeições, falhas e ter a consciência de que é possível melhorar com disposição para tal é a mais bela caridade que praticamos no decorrer das nossas vidas pois somos o reflexo daquilo que fazemos com nossa primeira casa, que é justamente nosso corpo e nossa essência.
 
         Não precisamos mudar o mundo, podemos começar com algo bem pequeno: nós mesmos! Quando começamos a refletir nossas mudanças e agimos de acordo com nossos princípios, conseqüentemente irradiamos ao nosso redor os bons fluidos desse amor incondicional e com isso levamos ao nosso próximo o melhor de cada um de nós. Experimente! Olhe-se no espelho agora mesmo e repita convictamente: “Eu amo você e quero te proporcionar o melhor de mim sempre. O que posso fazer para melhorar o seu dia?” Vai parecer loucura, você vai pensar que está sendo ridículo mas lá no fundinho, bem escondidinho, seu Eu vai te responder e as respostas serão mais claras a cada tentativa.
 
         Algumas pessoas acham que vieram ao mundo com o “carma” de salvar outras pessoas e se esquecem que precisam de si mesmos para levar a termo seu intuito. Quando abrimos mão de nós mesmos em prol dos outros não estamos sendo caridosos, isso é um crime, é suicídio lento e o crime mais hediondo aos olhos de Deus. Ele, como todo Pai, não nos quer sofredores eternos e nos dá a chance de aprendermos o amor incondicional praticando primeiramente em nosso próprio benefício porque é muito mais fácil partilhar o conhecido do que algo que não temos a menor idéia do que seja. Ama a Deus sobre todas as coisas mas não se esqueça de que para amar o teu próximo é preciso amar a ti mesmo. E não precisamos nos auto-flagelar para vencermos nossas limitações, tudo que é feito baseado no amor verdadeiro é muito mais leve para se vivenciar. Daqui só levamos o aprendizado que conseguimos arraigar, o bem que verdadeiramente conseguimos praticar e as ações ou omissões que conscientemente deixamos de aplicar, pois será a nossa própria consciência quem irá nos perguntar o que fizemos com o conhecimento que nos foi permitido explorar. Pense nisso... E seja feliz!
 
 
 
21/03/2009


Akasha De Lioncourt
Enviado por Akasha De Lioncourt em 04/04/2009
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