Bistrô da Poesia
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Meu Diário
03/10/2007 15h07
Frases de Hellen Keller
"Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto se expor ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada." 
 
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"Evitar o perigo não é mais seguro do que viver exposto a ele.
A vida é uma grande aventura ou, então, não é nada."
 
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"Relacionamentos são como Roma. Difícil de começar, incrível durante a prosperidade dos anos dourados, e insuportável durante a queda. Então, um novo reinado virá e o processo todo se repetirá, até que que apareça um reinado como o do Egito - que prospera e continua a florescer. Este reinado se tornará seu melhor amigo, sua alma gêmea, e seu amor."
 
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"O caráter não pode ser desenvolvido na calma e tranquilidade. Somente através da experiência de tentativas e sofrimentos a alma consegue ser fortalecida, a visão clareada, a ambição inspirada e o sucesso alcançado."

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"O resultado mais sublime da educação é a tolerância."
 
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"As melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas ou tocadas. Elas devem ser sentidas com o coração."
 
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"O otimismo é a fé que leva à realização. Nada pode ser feito sem esperança ou confiança."
 
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"Quando uma porta da felicidade se fecha, uma outra se abre; mas frequentemente nós olhamos tanto tempo para a porta fechada que não vemos aquela que se abriu para nós."
 
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"Podemos fazer tudo o que quisermos desde que nos apeguemos ao que queremos por tempo suficiente."
 
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"A vida é ou uma aventura audaciosa, ou não é nada. A segurança é geralmente uma superstição. Ela não existe na natureza."
 
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"Nunca se deve consentir em rastejar quando se sente um impulso para voar."
 
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"Muitas pessoas têm a idéia errada do que constitui a felicidade verdadeira. Ela não é alcançada através da auto-satisfação, mas através da fidelidade a
um propósito digno."
 
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"Eu tenho os gostos mais simples. Eu estou sempre satisfeita com o melhor."
Publicado por Akasha De Lioncourt
em 03/10/2007 às 15h07
 
03/10/2007 15h04
TRÊS DIAS PARA VER - Por Hellen Keller (Parte 2)

Por exemplo, você seria capaz de descrever com precisão o rosto de cinco bons amigos? Como experiência, perguntei a alguns maridos qual a exata cor dos olhos de suas mulheres e muitos deles confessaram, encabulados, que não sabiam.

Ah, tudo que eu veria se tivesse o dom da visão por apenas três dias!

O primeiro dia seria muito ocupado. Eu reuniria todos os meus amigos queridos e olharia seus rostos por muito tempo, imprimindo em minha mente as provas exteriores da beleza que existe dentro deles. Também fixaria os olhos no rosto de um bebê, para poder ter a visão da beleza ansiosa e inocente que precede a consciência individual dos conflitos que a vida apresenta. Gostaria de ver os livros que já foram lidos para mim e que me revelaram os meandros mais profundos da vida humana. E gostaria de olhar nos olhos fiéis e confiantes de meus cães, o pequeno scottie terrier e o vigoroso dinamarquês.

À tarde daria um longo passeio pela floresta, intoxicando meus olhos com belezas da natureza. E rezaria pela glória de um pôr-do-sol colorido. Creio que nessa noite não conseguiria dormir.

No dia seguinte eu me levantaria ao amanhecer para assistir ao empolgante milagre da noite se transformando em dia. Contemplaria assombrado o magnífico panorama de luz com que o Sol desperta a Terra adormecida.
Esse dia eu dedicaria a uma breve visão do mundo, passado e presente. Como gostaria de ver o desfile do progresso do homem, visitaria os museus. Ali meus olhos, veriam a história condensada da Terra -- os animais e as raças dos homens em seu ambiente natural; gigantescas carcaças de dinossauros e mastodontes que vagavam pelo planeta antes da chegada do homem, que, com sua baixa estatura e seu cérebro poderoso, dominaria o reino animal.

Minha parada seguinte seria o Museu de Artes. Conheço bem, pelas minhas mãos, os deuses e as deusas esculpidos da antiga terra do Nilo. Já senti pelo tacto as cópias dos frisos do Paternon e a beleza rítmica do ataque dos guerreiros atenienses. As feições nodosas e barbadas de Homero me são caras, pois também ele conheceu a cegueira.

Assim, nesse meu segundo dia, tentaria sondar a alma do homem por meio de sua arte. Veria então o que conheci pelo tacto. Mais maravilhoso ainda, todo o magnífico mundo da pintura me seria apresentado. Mas eu poderia ter apenas uma impressão superficial. Dizem os pintores que, para se apreciar a arte, real e profundamente, é preciso educar o olhar. É preciso, pela experiência, avaliar o mérito das linhas, da composição, da forma e da cor. Se eu tivesse a visão, ficaria muito feliz por me entregar a um estudo tão fascinante.

À noite de meu segundo dia seria passada no teatro ou no cinema. Como gostaria de ver a figura fascinante de Hamlet ou o tempestuoso Falstaff no colorido cenário elisabetano! Não posso desfrutar da beleza do movimento rítmico senão numa esfera restricta ao toque de minhas mãos. Só posso imaginar vagamente a graça de uma bailarina, como Pavlova, embora conheça algo do prazer do ritmo, pois muitas vezes sinto o compasso da música vibrando através do piso. Imagino que o movimento cadenciado seja um dos espetáculos mais agradáveis do mundo. Entendi algo sobre isso, deslizando os dedos pelas linhas de um mármore esculpido; se essa graça estática pode ser tão encantadora, deve ser mesmo muito mais forte a emoção de ver a graça em movimento.

Na manhã seguinte, ávida por conhecer novos deleites, novas revelações de beleza, mais uma vez receberia a aurora. Hoje, o terceiro dia, passarei no mundo do trabalho, nos ambientes dos homens que tratam do negócio da vida. A cidade é o meu destino.

Primeiro, paro numa esquina movimentada, apenas olhando para as pessoas, tentando, por sua aparência, entender algo sobre seu dia-a-dia. Vejo sorrisos e fico feliz. Vejo uma séria determinação e me orgulho. Vejo o sofrimento e me compadeço.

Caminhando pela 5ª Avenida, em Nova York, deixo meu olhar vagar, sem se fixar em nenhum objeto em especial, vendo apenas um caleidoscópio fervilhando de cores. Tenho certeza de que o colorido dos vestidos das mulheres movendo-se na multidão deve ser uma cena espetacular, da qual eu nunca me cansaria. Mas talvez, se pudesse enxergar, eu seria como a maioria das mulheres – interessadas demais na moda para dar atenção ao esplendor das cores em meio à massa.

Da 5ª Avenida dou um giro pela cidade – vou aos bairros pobres, às fábricas, aos parques onde as crianças brincam. Viajo pelo mundo visitando os bairros estrangeiros. E meus olhos estão sempre bem abertos tanto para as cenas de felicidade quanto para as de tristeza, de modo que eu possa descobrir como as pessoas vivem e trabalham, e compreendê-las melhor.

Meu terceiro dia de visão está chegando ao fim. Talvez haja muitas atividades a que devesse dedicar as poucas horas restantes, mas aço que na noite desse último dia vou voltar depressa a um teatro e ver uma peça cômica, para poder apreciar as implicações da comédia no espírito humano.

À meia-noite, uma escuridão permanente outra vez se cerraria sobre mim. Claro, nesses três curtos dias eu não teria visto tudo que queria ver. Só quando as trevas descessem de novo é que me daria conta do quanto eu deixei de apreciar.

Talvez este resumo não se adapte ao programa que você faria se soubesse que estava prestes a perder a visão. Nas sei que, se encarasse esse destino, usaria seus olhos como nunca usara antes. Tudo quanto visse lhe pareceria novo. Seus olhos tocariam e abraçariam cada objeto que surgisse em seu campo visual. Então, finalmente, você veria de verdade, e um novo mundo de beleza se abriria para você.

Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que vêem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos. Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tacto. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos. Usem ao máximo todos os sentidos; goze de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contacto fornecidos pela natureza. Mas, de todos os sentidos, estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso.

Publicado por Akasha De Lioncourt
em 03/10/2007 às 15h04
 
03/10/2007 14h30
TRÊS DIAS PARA VER - Por Hellen Keller (Parte 1)

TRÊS DIAS PARA VER

Por Helen Keller

O que você olharia se tivesse apenas três dias de visão?
Helen Keller (1880-1968), uma mulher extraordinária, cega, surda e muda desde bebê, nos chama a atenção para a apreciação de nossos sentidos, algo que normalmente não percebemos. Apenas de posse do sentido do tato e uma perseverança inigualável, sob a orientação de Anne Sullivan Macy, Keller pôde aprender a ler e escrever pelo método Braille, chegando mesmo a falar, por imitação das vibrações da garganta de sua preceptora, as quais captava com as pontas dos dedos. O esforço de sua mente em procurar se comunicar com o exterior teve como resultado o afloramento de uma inteligência excepcional, considerada a maior vitória individual da história da educação. Ela foi uma educadora, escritora e advogada de cegos. Tinha muita ambição e grande poder de realização. Ao lado de Sullivan, percorreu vários países do mundo promovendo campanhas para melhorar a situação dos deficientes visuais e auditivos. É considerada uma das grandes heroínas do mundo.  A Srta. Helen alterou nossa percepção do deficiente.

Publicado no Reader’s Digest (Seleções) há 70 anos.

Várias vezes pensei que seria uma benção se todo ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias no principio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão e o silencio lhe ensinaria as alegrias do som.

De vez em quando testo meus amigos que enxergam para descobrir o que eles vêem. Há pouco tempo perguntei a uma amiga que voltava de um longo passeio pelo bosque o que ela observara. “Nada de especial”, foi à resposta.

Como é possível, pensei, caminhar durante uma hora pelos bosques e não ver nada digno de nota? Eu, que não posso ver, apenas pelo tacto encontro centenas de objetos que me interessam. Sinto a delicada simetria de uma folha. Passo as mãos pela casca lisa de uma bétula ou pelo tronco áspero de um pinheiro. Na primavera, toco os galhos das árvores na esperança de encontrar um botão, o primeiro sinal da natureza despertando após o sono do inverno. Por vezes, quando tenho muita sorte, pouso suavemente a mão numa arvorezinha e sinto o palpitar feliz de um pássaro cantando.

Às vezes meu coração anseia por ver tudo isso. Se consigo ter tanto prazer com um simples toque, quanta beleza poderia ser revelada pela visão! E imaginei o que mais gostaria de ver se pudesse enxergar, digamos por apenas três dias.

Eu dividiria esse período em três partes. No primeiro dia gostaria de ver as pessoas cuja bondade e companhias fizeram minha vida valer a pena. Não sei o que é olhar dentro do coração de um amigo pelas “janelas da alma”, os olhos. Só consigo “ver” as linhas de um rosto por meio das pontas dos dedos. Posso perceber o riso, a tristeza e muitas outras emoções. Conheço meus amigos pelo que toco em seus rostos.
Como deve ser mais fácil e muito mais satisfatório para você, que pode ver, perceber num instante as qualidades essenciais de outra pessoa ao observar as sutilezas de sua expressão, o tremor de um músculo, a agitação das mãos. Mas será que já lhe ocorreu usar a visão para perscrutar a natureza íntima de um amigo? Será que a maioria de vocês que enxergam não se limita a ver por alto as feições externas de uma fisionomia e se dar por satisfeita? (continua)

Publicado por Akasha De Lioncourt
em 03/10/2007 às 14h30
 
03/10/2007 14h27
Discurso de Helen Keller

Discurso de Helen Keller

 

Convenção Internacional de 1925

Cedar Point, Ohio, EUA, 30 de junho de 1925

 
Estimados Leões e Senhoras:



Imagino que vocês já ouviram a história que descreve a oportunidade como uma senhora muito cheia de caprichos e que bate em todas as portas. Contudo, ela bate apenas uma vez e, se a porta não for aberta imediatamente, ela vai embora e nunca mais volta. E é assim que deve ser. Senhoras bonitas, desejáveis, não devem esperar. Vocês têm que sair à sua procura.

Eu sou a sua oportunidade. Estou batendo à sua porta. Quero ser adotada. A história não conta o que vocês devem fazer quando diversas oportunidades maravilhosas se apresentam na mesma porta. Imagino que vocês têm que escolher aquela que lhes agrada mais. Espero que vocês me adotem. Sou a mais jovem entre todos vocês e o que lhes ofereço é repleto de oportunidades extraordinárias de serviço humanitário.

A Fundação Americana para os Cegos foi fundada há apenas quatro anos. Ela surgiu devido às necessidades prementes dos cegos e desabrochou graças aos próprios cegos. Esta fundação tem um escopo e uma importância nacional e internacional. Ela representa o que há de melhor neste assunto. O seu objetivo é fazer com que a vida dos cegos seja mais compensadora em todas as partes do mundo, aumentando o seu valor econômico e dando a eles a alegria de exercer uma atividade normal.

Procure imaginar como cada um de vocês se sentiria se, de repente, ficasse cego hoje. Imaginem vocês tropeçando e andando às apalpadelas tanto durante o dia como à noite; o seu trabalho, a sua independência, tudo perdido. Neste mundo escuro não seria bom se um amigo pegasse a sua mão e dissesse, "Venha comigo e lhe ensinarei a como fazer as coisas que você fazia quando podia ver"? É este tipo de amigo que a Fundação Americana vai ser para todos os cegos deste país se as pessoas que podem ver derem a ela o apoio do qual tanto precisa.

Vocês já ouviram contar que através de uma pequena palavra transmitida através de sinais feitos com os dedos de uma outra pessoa, um raio de luz de outra alma tocou a escuridão da minha mente e eu me encontrei, encontrei o mundo, encontrei Deus. Isto porque a minha professora ouviu falar de mim e atravessou a escuridão, a prisão silenciosa que me envolvia e agora sou capaz de trabalhar para mim e para os outros. Precisamos mais do seu carinho do que do seu dinheiro. O presente, sem a simpatia e o interesse daquele que dá, é vazio. Se vocês se preocupam, se pudermos fazer com que as pessoas deste grande país também se preocupem, os cegos terão a oportunidade de combater a escuridão.

A oportunidade que trago para vocês, Leões, é a seguinte: Fomentar e patrocinar o trabalho da Fundação Americana para os Cegos. Vocês me ajudarão a chegar ao dia no qual não teremos mais cegueira evitável; no qual nenhuma criança surda ou cega ficará sem escola; no qual nenhum homem ou mulher cega ficará sem ajuda? Apelo para vocês, Leões, vocês que podem ver, vocês que podem ouvir, vocês que são fortes, corajosos e bondosos. Vocês se tornarão os Paladinos dos Cegos na cruzada contra a escuridão?

Muito obrigada.

Publicado por Akasha De Lioncourt
em 03/10/2007 às 14h27
 
27/09/2007 22h02
O QUE A DANÇA ENSINA - Martha Medeiros

O QUE A DANÇA ENSINA

O simples prazer de dançar bastaria para justificar a prática. Para que serve
um beijo? Para que serve ler? Para que serve um pôr-do-sol?

Reclamar do tédio é fácil, difícil é levantar da cadeira para fazer alguma coisa que nunca se fez. Pois dia desses aceitei um desafio: fiz uma aula de dança de salão. Roxa de vergonha por ter que enfrentar um professor, um espelho enorme, outros alunos e meu total despreparo.

Mas a graça da coisa é esta, reconhecer-se virgem. Com soberba não se aprende nada. Entrei na academia rígida feito um membro da guarda real e saí de lá praticamente uma
mulata globeleza.

Exageros à parte, a dança sempre me despertou fascínio, tanto que me fez
assistir ao filme que está em cartaz com o Antonio Banderas, Vem Dançar, em
que ele interpreta um professor de dança de salão que tenta resgatar a auto-estima de uma turma de alunos rebeldes. Qualquer semelhança com uma dúzia de outros filmes do gênero, inspirados no clássico "Ao Mestre com Carinho", não é coincidência, é beber da fonte assumidamente.

Excetuando-se os vários momentos clichês da trama, o filme tem o mérito de esclarecer qual é a função didática, digamos assim, da dança.

Na verdade, o simples prazer de dançar bastaria para justificar a prática, mas vivemos num mundo onde todos se perguntam o tempo todo "para que serve?". Para que serve
um beijo, para que serve ler, para que serve um pôr-do-sol? É a síndrome da utilidade.

Pois bem, dançar tem sim uma serventia. Ela nos ensina a ter confiança, se é que alguém ainda lembra o que é isso. Hoje ninguém confia, é verbo em desuso.. Você não confia em desconhecidos e também em muitos dos seus conhecidos. Não confia que irão lhe ajudar, não confia que irão chegar na hora marcada, não confia seus segredos, não confia seu dinheiro.

Dormimos com um olho fechado e o outro aberto, sempre alertas, feito escoteiros. O lobo pode estar a seu lado, vestindo a tal pele de cordeiro. Então, de repente, o que alguém pede a você? Que diga sim. Que escute
atentamente a música. Que apóie seus braços em outro corpo. Que se deixe conduzir. Que não tenha vergonha. Que libere seus movimentos. Que se entregue.

Qualquer um pode dançar sozinho. Aliás, deve. Meia hora por dia, quando ninguém estiver olhando, ocupe a sala, aumente o som e esqueça os vizinhos. Mas dançar com outra pessoa, formando um par, é um ritual que exige uma espécie diferente de sintonia. Olhos nos olhos, acerto de ritmo. Hora de
confiar no que o parceiro está propondo, confiar que será possível acompanhá-lo, confiar que não se está sendo ridículo nem submisso, está-se apenas criando uma forma diferente e mágica de convivência.

Ouvi uma coisa linda ao sair do cinema: se os casais, hoje, dedicassem um tempinho para
dançar juntos, mesmo em casa - ou principalmente em casa - muitas discussões
seriam poupadas. É uma espécie de conexão silenciosa, de pacto, um outro jeito de fazer amor. Dançar é tão bom que nem precisava servir pra nada. Mas serve.

Autora: Martha Medeiros

Publicado por Akasha De Lioncourt
em 27/09/2007 às 22h02
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