Bistrô da Poesia
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Textos


Permissividade: Onde está a poesia?

 

Eu estava pensando aqui com os meus botões (não sou Roberto Carlos mas converso muito com os adereços das minhas camisas) sobre um assunto muito sério: permissividade poética. Tem gente que abusa disso e usa como desculpa para desconhecimento do nosso vernáculo que é o português do Brasil. Passeando pelos sites de poesia e por poetas diversos, me deparo com erros grosseiros de grafia que arrepiariam o nosso querido Aurélio, isso se ele não rolar no túmulo. Tá certo que ser poeta é um estado de alma mas pelo amor de Deus, leiam um pouco! Procurem primar por uma grafia correta, é a nossa cara que está sendo exposta para todos e depois não reclamem se alguém lhes disser para escrever mais corretamente.

Nossa língua é complicada, eu mesma erro muito mas quando tenho dúvida recorro rapidamente ao “pai dos burros”. Hoje o Houaiss me socorre on line no site da UOL mas sempre tive um dicionário para esse tipo de emergência. Vejo os adolescentes escrevendo na internet e minha vontade é mandá-los pro pré-primário novamente. Me entristeço em ver nossa língua ser assassinada todos os dias por linguagem internauta. Há um dicionário paralelo para poetas e mais um ainda para internautas? Não, eu ainda creio no bom senso e espero sinceramente que os pais desses adolescentes os corrijam para que não precisemos ver todos os anos as “pérolas do ENEM” (afinal, quem ri com aquilo, eu tenho vontade de chorar) ou pior, com poetas que não só se consideram extremamente renomados como não escrevem sequer a sua língua corretamente. Se não temos redatores para nos corrigir quando publicamos um texto, tenhamos ao menos um pouco de consideração com quem vai sorver nosso conhecimento ou nosso sentimento escrevendo corretamente e aplicando as palavras com seus verdadeiros sentidos sem distorcê-los ao nosso bel prazer.

Um dia ouvi uma cantora profissional dizer que ninguém brincava de ser médico, dentista, advogado, professor, psicólogo, mas muitos inaptos brincavam de serem cantores em chats e softwares com recurso de áudio e vídeo. Permito-me usar esse mesmo conceito para acrescentar que não é proibido “brincar de ser poeta” mas, por favor, ao menos o façam com respeito à ortografia e à gramática.

 

P.S.: se alguém encontrar algum erro, pode corrigir... não me melindro com aprendizado extra.

02/03/2008

Akasha De Lioncourt
Enviado por Akasha De Lioncourt em 02/03/2008
Alterado em 04/07/2009
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