Bistrô da Poesia
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Um Natal Diferente

 

Todos os anos ela passava o Natal de maneira tradicional: cercada da família e nunca permitia que alguém estranho fizesse parte dos seus rituais natalinos como, por exemplo, colocar as meias diante da janela para aguardar os presentes com as crianças. Não havia lareira então esse improviso ela se permitia para não perder o mais gostoso que era ver os pequeninos adormecerem aguardando o “bom Velhinho” enquanto ela lhes enchia as meias depois que ambos eram vencidos pelo sono.

Mas, algo havia acontecido neste final de ano e, de repente, Sylvia decidira que precisava de algo mais. Há pelo menos uns três anos ela observava o colega de trabalho, Roberto, e percebia que a época do Natal nada significava para ele. Sua rotina não se alterava, ele não comprava presentes e nem falava de seus planos para as comemorações; ao contrário, desconversava quando ela falava no assunto. Pesquisou aqui e ali e descobriu o motivo: ele há muito tempo havia se afastado dos familiares e passava essas datas sozinho, em casa.

Estava decidido: ia fazê-lo comemorar o Natal este ano! Não podia ir atrás da família dele, seria invadir sua privacidade de maneira imperdoável mas poderia convencê-lo a passar na sua casa. Quem sabe o clima aconchegante não o inspirasse? Tanto fez que o convenceu e Roberto iria passar o Natal em sua casa junto dos seus. No dia 24, ele chegou por volta das vinte e uma horas e de cara encontrou os filhos de Sylvia, Leo e Renan, correndo em torno da árvore e fazendo mil planos para ver o Papai Noel... Ah, desta noite não passava, este ano eles iriam vê-lo! Roberto ficou embevecido e sorria sem notar que estava sendo observado – Sylvia sentia-se feliz por haver mudado sua rotina e ter trazido o amigo e colega de trabalho para sua casa. As festividades correram como o planejado e, ao final da noite, antes de retornar para sua casa, Roberto a procurou e disse-lhe que aquela noite havia sido muito especial e, após anos sem falar com seus pais e os dois irmãos que ele havia abandonado para seguir sua vida como bem entendia, notou o quanto eles faziam falta em sua vida. Melhor, ele decidira procurá-los e pedir que o aceitassem de volta ao seio da família. Nesse mesmo momento, Sylvia lembrou-se do filho pródigo e descobriu que estava vivendo o verdadeiro espírito do Natal naquele momento: era exatamente isso que Cristo queria, nascer em cada coração para que pudéssemos estar sempre ao lado dos nossos irmãos em harmonia e em paz. É, ambos haviam entrado no verdadeiro Espírito do Natal...

 

17/12/2007 – 22:27 h.

Akasha De Lioncourt
Enviado por Akasha De Lioncourt em 17/12/2007
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